quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PLÂNCTON

Galera!! Segue abaixo o primeiro curta metragem de animação do coletivo BurcaBitela (formado pelos amigos Abraão Corazza, Luiz Guelfi, Nilton Bergamini e Victor Salciotti).

Eu, particularmente, achei a animação uma experiência sensorial das mais interessantes..Vale a pena conferir !!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

OS MAIS!!!!

Com essa moda de you tube e de popularização do audiovisual pela internet, praticamente tudo vai parar na rede. Apesar de muitas porcarias, às vezes encontramos algumas pérolas hilarias, dignas dos melhores filmes "pastelão". Dêem só uma olhada nesse vídeo,é uma sucessão de trapalhadas inacreditáveis (destaque para o video da "vovó idiota"):


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Filmes em cartaz...



O menino do pijama listrado (foto) - Assisti esse filme na Mostra de Cinema de São Paulo a 2 meses atrás, antes dele estrear nos Estados Unidos e na Europa. Pra minha surpresa o filme vem sendo chamado pela critica internacional de pueril e excessivamente manipulador. Discordo totalmente, acho o filme bonito e emocionalmente complexo. Trata-se de uma triste fábula sobre a amizade entre um menino judeu e um alemão no ápice da segunda guerra mundial. O elenco é excelente e a história é muito bem contada, mas tenho a impressão que as pessoas estão um pouco cansadas de filmes sobre o nazismo. Essa é a única explicação que consigo encontrar para a fria recepção do filme mundo afora. Avaliação: 8

Queime depois de ler - Esse é o novo filme dos irmãos Coen, que resolveram voltar à comédia de humor negro depois do sombrio “Onde os fracos não têm vez”. Achei absurdamente engraçado. Malkovich e Pitt brilham em personagens bizarros, além de J.K. Simmons que, na última cena, quase fez a platéia da sessão onde vi o filme enfartar de tanto rir. O timing de cena dos Coen, entre direção de atores, posição de câmera e cortes melhora a cada filme. E apesar de esta ser uma obra menor deles, não há como negar que flui de maneira deliciosa e hilariante. Avaliação: 8.5

A duquesa – Mais um filme de época estrelado por Keira Knighley, que já está virando figura obrigatória nesse gênero. O filme é dirigido pelo iniciante Saul Dibb e conta a história da duquesa de Devonshire, desde seu casamento mal sucedido, passando pelo o adultério do Duque, até o filme ganhar contornos políticos quando ela se apaixona por um revolucionário inglês. Knightley interpreta a tal duquesa com o charme e competência habitual, e Ralph Fiennes também está excelente como o Duque. Mas a verdade é que, apesar do bom elenco, das belíssimas imagens e do inegável apuro técnico, o resultado final é apenas mediano. Faltou ao filme um aprofundamento maior nos aspectos psicológicos deste famoso triângulo amoroso da alta sociedade Britânica.
Avaliação: 6.5

Os estranhos – Sinceramente, estou tão cansado desses filminhos de terror americano que já entro na sala de cinema odiando todos. Este aqui muita gente tinha falado bem por se tratar de um terror psicológico, e não mais um filme do estilo “porno-turture”, que foi popularizado com a repugnante série Jogos Mortais. Ele é supostamente baseado em acontecimentos reais e acompanha a noite de um casal que é ameaçado por estranhos mascarados. O filme até consegue criar algum clima de suspense e aborda de maneira bem interessante a crueldade da natureza humana. Porém, a verdade é que o excesso de clichês e o roteiro raso comprometem e muito o resultado final. Avaliação: 5

Rocknrolla- A grande roubada – Depois do fracasso de seu ultimo filme (a comédia romântica “Destino Insólito”), Guy Ritchie decidiu voltar ao estilo que o deixou famoso com os ótimos Jogos, Trapaças & Dois Canos Fumegantes e Snatch - Porcos & Diamantes. A temática deste seu novo projeto segue a mesma linha dos outros dois, ou seja, máfia, violência e drogas, sendo que até os personagens são praticamente os mesmos (tem o chefão, o cafajeste boa pinta e seus amiguinhos, o esperto, etc...). O roteiro também é muito similar, com um item valioso roubado e os vários personagens interagindo de diferentes formas, desencadeando uma série de acontecimentos. Enfim, Guy Richie faz basicamente o mesmo filme pela terceira vez, com a diferença que aqui a sua fórmulinha de cinema moderno já começa a dar sinais de saturação. Ainda assim, vale a pena pela excelente trilha sonora com muitos clássicos do rock'n roll. Avaliação: 6


By Zé
(gozada.cultural@hotmail.com)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Entrevista: Luiz Fernando Carvahlo




Diretor da minissérie Capitu, Luiz Fernando Carvalho concedeu essa ótima entrevista ao Jornal do Brasil falando sobre seu trabalho para adaptar o mais famoso romance da literatura brasileira.

O ultimo episódio terminou agora a pouco, e eu considero a melhor adaptação já feita da obra de Machado de Assis. Impecável do começo ao fim! Segue abaixo, a íntegra da entrevista:

Até que ponto a escolha do texto de Machado para 2008 pelo Projeto Quadrante é uma contribuição às homenagens ao centenário de morte do escritor?

Não fui guiado pela idéia das homenagens, Capitu é outra coisa. Uma aproximação enviesada, que se apropria do espírito da obra, e, de uma certa forma, nega-se a realizar uma mera reprodução dos costumes do século 19. Do meu ponto de vista, Capitu é uma afirmação modernista: a afirmação da força de uma linguagem, de um modo de literatura e também de um modo de olhar a vida, por que não? O que deveriam ser as folhas, os quintais e os olhos de ressaca frente às leis empoeiradas da elite branca do final do Segundo Reinado, senão vida? Afirmação da vida diante dos atavismos casmurros que nos cercam até hoje.

Trata-se de uma adaptação de Dom Casmurro, talvez o mais conhecido texto/protagonista de Machado. Mas a minissérie foi batizada de Capitu. A intenção é desviar o foco para a antagonista, a personagem feminina?

Talvez a minha intuição, falo assim porque foi de um estalo que de repente falei: Capitu! Foi de estalo, sem nenhum processo racional, que senti Capitu como um estopim, um elemento detonador de todos os processos do livro. Não digo com isso que Bentinho não seria Casmurro caso a vida não tivesse entrelaçado os dois, mas a natureza luminosa [transcendente até] de Capitu deve ser celebrada sem preconceitos ou julgamentos. De minha parte, esta mulher dionisíaca é uma força da natureza, com tudo que ela tem de provedora e de trágica, e não, ao contrário, uma fabricação da cultura da elite branca como é Bento Santiago.

Então a opção por esse título vem da tentativa de dialogar também com a personagem Capitu, que no próprio texto do Machado é tão misteriosa e enigmática. É um ensaio sobre a dúvida. Estou reafirmando a dúvida presente em Dom Casmurro como parte do processo cultural da modernidade, como processo dialético dos dias de hoje, e acredito que isso não é amoral ou imoral, isso não é um pecado.

Você optou por uma narrativa linear. Já andam dizendo que este é o seu trabalho mais palatável, digerível, ou mesmo popular, apesar dos diálogos do século 19 e as intervenções do narrador. Considera um elogio?


Não estou correndo atrás de elogios; por outro lado, ainda tenho as costas cheias de cicatrizes por ter feito A Pedra do Reino como fiz, e, sinceramente, buscava com o romance de Ariano Suassuna a mesma comunicação que busco agora com Machado de Assis. Não me guio pelo que é ou não palatável, me guio pela vida, com todos os riscos que isso possa ter. Às vezes o que produzimos reencontra a vida, outras nem tanto.

Euclides Marinho escreveu o primeiro tratamento de Capitu. Vem dele a contribuição para um texto menos descomplicado, fácil?

A contribuição do Euclydes foi sempre a de nos mantermos o mais próximos do livro possível. Ele produziu um enorme levantamento dos trechos mais importantes da narrativa e criou determinadas ligações que me guiaram até o final. Seu texto era como uma Bíblia. Até mesmo porque o texto de Machado é muito moderno e fluido, não necessita de adaptações assassinas.

Os romances de Machado oferecem verdadeiros passeios pelas ruas do Centro e do subúrbio do Rio da segunda metade do século 19. A maior parte da minissérie foi gravada no interior da sede do Automóvel Club do Rio. Foi uma opção econômica? Não considera o confinamento da história uma traição à faceta cronista do escritor?

Este romance em especial é um romance do mundo interno, das relações humanas. Não é um romance de rua, da cidade. Nesse sentido ele também é bastante shakespeareano, metade Romeu e Julieta, metade Othello, mas com um personagem hamletiano, que é o próprio Dom Casmurro. Mas voltemos, é verdade que inicialmente pensei em gravar a ação nas ruas. Quando percebi que o orçamento não possibilitaria gravar nos locais que eu havia pesquisado, o Automóvel Club – esse velho palácio em ruínas no centro do Rio – passou a representar um pouco da alma de Dom Casmurro, ou mesmo a própria visão machadiana, que mistura riso e melancolia com seu texto impregnado da idéia de que modernidade ou progresso já nascem em ruínas. O escritor construiu seu estilo a partir das “ruínas de um tempo morto”, dos “resquícios arruinados de um mundo pré-moderno”, como apontam seus especialistas. Além disso, Machado era um apaixonado por teatro, e tem duas reflexões que me orientaram bastante: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada” e “a vida é uma ópera bufa com alguns entremeios de música séria”. Portanto, me agarrei a essa idéia da ópera e das ruínas e fui.

Embora fiel ao texto original de Machado, a história de Bentinho e Capitu recebe interferências visuais e sonoras contemporâneas, como o trem da Central do Brasil, rock´n´roll na trilha sonora e aparelhos de MP3. Como essa combinação entre o antigo e o moderno é proveitosa para a minissérie?

Reconheço a dificuldade dos jovens na primeira leitura dos romances de Machado, que, em função da obrigatoriedade imposta pelo ensino básico, pouco entram no texto do escritor, tachando-o muitas vezes de sisudo. De algum modo, levei isso em conta quando estava elaborando as cenas. Pensei na abrangência do veículo e na necessidade de se desfazer esse tal preconceito que percebi entre os adolescentes que, cada vez mais, estão plugados ao mundo todo, às várias manifestações artísticas, em várias línguas, via internet. O que eu estou tentando fazer é reafirmar Machado de Assis em termos de conteúdo e linguagem. Em Dom Casmurro, no final do século XIX, Machado já propunha essa interatividade com os leitores. Então, a síntese de Capitu é do Machado. Agora, é claro que eu espelhei aquelas situações e as lancei para outras relações de imagens e sons, procurando um diálogo com as possibilidades de encenação da modernidade, abrindo o texto a outras visibilidades, como é o caso da cena do baile, onde os atores estão ouvindo a música em aparelhos de MP3 distribuídos à entrada do baile. Em outras palavras, sua escrita é moderna! Machado está vivo!

A escolha de Letícia Persiles, da banda Manacá, para viver Capitu jovem está relacionada a essa opção por um banho pop no texto de Machado?

O que mais me chamou a atenção na Letícia foi a força de seus olhos. Precisava de uma atriz com uma percepção lúdica do mundo. Capitu, tão repleta de mistérios e enigmas, soava-me desde sempre como uma anunciação, e foi com uma imensa surpresa e alegria para os meus sentidos que ela se revelou sobre um palco em um pequeno show de rock. Era uma atriz, era Letícia, mas era também Capitu, que vinha vindo. Fiquei alerta: de súbito ela se tornou visível com seus olhos eclipsados entre o Fogo e o Mar. Era Ela.

O mesmo pode se dizer da escolha de Michel Melamed, que vem do teatro, para o papel de Bentinho?

Há algum tempo acompanhava o Michel de longe. O trabalho dele é um conjunto de felicidades, e por isso muitas coisas luminosas partilhamos juntos, mas, essencialmente, trata-se de um artista puro. Não ligo se fica fora de moda essa tentativa de definir meu encontro com ele, mas ao conjunto enorme, dentre outras coisinhas, somam-se: dignidade humana e artística, sensibilidade, inteligência e uma generosidade com tudo e com todos. Esse é o meu querido Dom Casmurro. Não há outro igual na face da terra.

O Projeto Quadrante foi criado com o objetivo de transpor para a televisão obras literárias que possibilitem uma reflexão sobre a cultura brasileira – independentemente do retorno em termos de audiência. Qual o próximo projeto do programa?

Primeiro, permita-me esclarecer uma coisinha: eu recebo a mesma pressão por audiência que qualquer diretor, certo? Não sou daqueles que fazem fita, a coisa pesa e muito para o meu lado. E não poderia ser de outro jeito, minha busca é conciliar qualidade, a responsabilidade cultural que acredito que a televisão ainda precisa abraçar mais e melhor, e a comunicação de que falo sempre. O resto é balela. Quanto ao Quadrante, seguiremos com Dançar Tango em Porto Alegre, do Sérgio Faraco, este o Quadrante do Rio Grande do Sul, e depois Dois Irmãos, do Hatoum.

“Lavoura arcaica” continua solitário em seu currículo como diretor de longas-metragens. Há planos para um retorno ao cinema?

Não faço cinema à quilo. Estou ligado ao ciclo do Quadrante, que me absorve tremendamente, é isso. Mas não estou desligado, sinto muito bem o que minha alma pede.


By Zé

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A beleza do olhar




Ontem postei aqui um comentário sobre a microssérie “Capitu”, mas esqueci de falar sobre o que realmente tem me deixado encantado com o seriado. É claro que estou falando da atriz e cantora carioca Letícia Persiles, de 25 anos. O desempenho dela como a famosa “moça dos olhos de ressaca” é absolutamente hipnotizante.

Pena que a partir de amanhã ela é substituída por Maria Fernanda Candido, que dificilmente conseguirá ser páreo para a beleza dissimulada e enigmática de Letícia. Pra mim a Capitu definitiva.

By Zé

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

"CAPITU" - PRIMEIRAS IMPRESSÕES



Pra começar, é importante lembrar que essa nova adaptação da obra-prima de Machado de Assis não tem nada a ver com aquele lixo feito para o cinema por Moacyr Góes (“Dom”). Aliás, a única semelhança é que a Capitu daquele filme era interpretada por Maria Fernanda Candido, que vai retornar ao papel na próxima fase da microssérie.

Essa nova adaptação é dirigida pelo sempre competente Luiz Fernando Carvalho, que representa um dos poucos sinais de vida inteligente na televisão brasileira. Eu, particularmente, não consegui assistir "A Pedra do Reino", mas acompanhei as duas jornadas de "Hoje é dia de Maria" e acho ambas maravilhosas. Isso sem falar de "Lavoura Arcaica", que continuo considerando um dos melhores filmes já feitos.

Pra mim a grande sacada desta nova empreitada de Carvalho, que estreou segunda-feira, é empregar o estilo narrativo do teatro épico bretchiano(exagerando nas atuações, no cenário artificial e na narrativa sobreposta à ação) para contar a mais clássica e misteriosa história de amor de nossa literatura.

Machado de Assis pode até ter uma veia mais impressionista, mas esse projeto de Carvalho se vale essencialmente da expressividade do teatro combinado com a eloqüência da TV. E nesse sentido, o trabalho dele é impecável e extremamente original.

Alias, alguns momentos destes primeiros dois capítulos da série já têm lugar reservado em minha memória afetiva: A primeira aparição de Capitu, traçando a risca no chão ao som de “Elephant Gun” para o Casmurro velho andar em cima (sobre o palco) é simplesmente genial. Capitu quando conta o sonho, a tempestade inteira no olho e no cabelo dela é sublime. Isso sem falar da cena com o muro desenhado no chão, a giz: Bento Capitolina.

E a melhor coisa, todo esse excesso não é solene. É lírico, apaixonado, e muito bem-humorado também.

Aplaudi..


By Zé

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Brasil e suborno... Uma mistura que dá gosto.... Amargo....

A Ong TI (transparência internacional), gerou um estudo chamado de Bripe Payers Index (índice de pagadores de suborno), onde cerca de 2.748 empresários de 26 paises foram entrevistados para a analise de propensão de pagamento de suborno.
A partir dessas entrevistas uma tabela foi gerada, onde os paises com maior número de suborno foram colocados em últimos lugares, enquanto aqueles com menor taxa de suborno se mantiveram na outra ponta da tabela.
Com uma disputa extremamente acirrada entre Brasil, Rússia, Índia e China, pelo titulo de país com maior índice de suborno. A media de paises como Bélgica e Canadá, que mantem-se em primeiro lugar como paises com menos índice de suborno no mundo, nos deixa cada vez mais humilhados.
Como podemos esperar que um dia seremos um país desenvolvido se cada dia mais nossos “lideres” se demonstram ladrões em todos os sentidos??
Tudo que posso dizer é que enquanto essa falta de respeito e a falta de vontade e manifestação popular existir nosso país nunca deixará de ser, um misero país de segundo mundo!!

by Rhu e Roddy
(gozada.cultural@hotmail.com)